Ajudamos empresas brasileiras a avaliar, com rigor e imparcialidade, se a transferência de operações para o Paraguai é viável — e, quando é, a executá-la com segurança jurídica e planejamento tributário consistente.
Com o avanço da Reforma Tributária brasileira (EC 132/2023 e LC 214/2025) e a iminente revisão do tratamento de dividendos para pessoas físicas, o custo de fazer negócios no Brasil está em transformação estrutural. Para empresas de determinados setores — especialmente as exportadoras, as intensivas em mão de obra ou as que dependem de energia elétrica industrial — essa transformação representa uma pressão relevante sobre as margens.
Ao mesmo tempo, o Paraguai consolidou, nas últimas décadas, um ambiente de negócios com carga tributária baixa, energia elétrica abundante e custos operacionais consideravelmente inferiores aos brasileiros. Não por acaso, mais de 200 das cerca de 300 empresas instaladas sob o regime Maquila no Paraguai têm origem brasileira.
A questão não é se o Paraguai é atrativo em termos de custo. A questão é se essa atratividade se sustenta no modelo de negócios específico de cada empresa — e quais são os riscos concretos do processo de migração.
A migração não é uma solução universal. A análise de viabilidade começa pela identificação honesta do perfil empresarial.
Especialmente as que exportam total ou parcialmente — beneficiadas pela isenção de importação de insumos e maquinário (Lei 60/90) e pela alíquota de 1% sobre valor agregado no Maquila.
Setores como frigoríficos, metalurgia, têxtil e plásticos, onde o diferencial de custo elétrico entre Brasil e Paraguai — da ordem de 70% — impacta diretamente o EBITDA.
Operações de software, desenvolvimento remoto e infraestrutura digital que não dependem da barreira da língua para entregar seus produtos — e se beneficiam amplamente do custo de energia e da tributação reduzida.
Quando a internacionalização da empresa acompanha o planejamento patrimonial e sucessório dos controladores, o projeto ganha uma dimensão mais ampla e estratégica.
A estruturação tem custos fixos relevantes de setup e manutenção. A relação custo-benefício tende a ser positiva para empresas com faturamento acima de R$ 5–10 milhões anuais, dependendo do setor.
Profissionais e empresas de serviços cujas entregas independem de presença física no Brasil — consultorias, serviços digitais, treinamentos — e que buscam estrutura offshore mais eficiente.
Uma jornada estruturada de avaliação e implementação. Você não precisa contratar todas as etapas de uma vez — cada fase tem entregável e proposta própria.
Modelagem matemática da carga tributária atual e projetada da sua empresa no Brasil — incluindo os efeitos da Reforma Tributária sobre o seu setor — versus o cenário operando a partir do Paraguai. Entregável: memória de cálculo e parecer técnico comparativo.
Estruturação do plano de negócios da internacionalização: custos de instalação física, logística, formação de folha local, capital de giro necessário para o setup e projeção de payback do investimento.
Diagnóstico patrimonial e tributário para os controladores: estruturação da saída definitiva do país, mitigação de riscos perante a Receita Federal e planejamento para a recepção de lucros no exterior.
Coordenação com parceiros homologados no Paraguai — contadores locais, advogados, despachantes e corretores. Governança do processo de habilitação nos regimes da Lei Maquila e Lei 60/90, com acompanhamento até a operação estar regulada.
Qualquer assessoria séria de internacionalização começa pelo que o modelo não entrega. Essas são as perguntas difíceis que colocamos antes de qualquer proposta.
Se sua operação depende de atendimento presencial, logística interna ou relacionamento direto com clientes no Brasil, a transferência de operações cria fricções que precisam ser quantificadas.
A Receita Federal brasileira e o fisco paraguaio exigem substância econômica real. Operações de fachada não resistem a fiscalização e criam risco penal, não apenas tributário.
O processo de habilitação, instalação e estabilização operacional leva, em média, de 12 a 24 meses. O retorno financeiro não é imediato — é um projeto de médio prazo.
Dependendo da estrutura adotada, a empresa brasileira pode continuar existindo e obrigações tributárias no Brasil permanecem. A complexidade societária aumenta, não diminui.
Nossa abordagem: se, após o diagnóstico, a conta não fechar para o seu caso, diremos isso. Preferimos ser a consultoria que orienta uma decisão bem fundamentada — mesmo que ela seja de não migrar — do que gerar um projeto que não se sustenta.
Advogado tributarista com atuação concentrada em planejamento fiscal corporativo, reestruturações empresariais e assessoria frente às transformações trazidas pela Reforma Tributária brasileira (EC 132/2023 e LC 214/2025). À frente da GERT Consultoria, coordena projetos de internacionalização empresarial com foco no Paraguai, desde a modelagem matemática comparativa até a implementação operacional. Atua com profundidade nos acordos do Mercosul, nos regimes de incentivo paraguaios e nas implicações tributárias da saída definitiva de sócios controladores do Brasil.
Solicite uma análise de viabilidade para o seu caso. Sem compromisso de avanço — o objetivo da primeira conversa é entender se o projeto faz sentido para o seu modelo de negócio.
Solicitar análise de viabilidade →A análise inicial é conduzida por nosso time e não gera obrigação de contratação.